Educação Positiva é deixar fazer tudo? Na verdade, esse é um dos maiores mitos da parentalidade atual. Por isso, neste artigo, vamos desfazer confusões comuns e mostrar como é possível ser firme e, ao mesmo tempo, gentil — mesmo quando o cansaço parece não dar trégua.
Educação Positiva não é permissividade: por que tanta confusão?
No universo da parentalidade, frequentemente, navegar entre tantas abordagens educativas pode parecer confuso. Afinal, termos como Educação Positiva, Disciplina Positiva e Parentalidade Consciente surgem o tempo todo. Consequentemente, muitos pais se perguntam se essas abordagens não acabam levando à falta de limites.
Além disso, essa dúvida costuma vir acompanhada de medo. Em especial, surge a pergunta:
“Se eu for sempre gentil, meu filho não vai mandar em mim?”
Ao mesmo tempo, a parentalidade é exigente. Portanto, quando somamos informação, insegurança e exaustão parental, muitos adultos acabam hesitando em adotar práticas mais respeitosas. Assim, o receio de perder o controle fala mais alto.
No entanto, esse medo nasce de um equívoco central. Na realidade, Educação Positiva não é permissividade. Pelo contrário, ela propõe um caminho exigente e profundamente transformador: firmeza e gentileza aplicadas juntas.
Por isso, o objetivo deste artigo é claro. Primeiramente, desmistificar esse conceito. Em seguida, diferenciar permissividade de educação respeitosa. Por fim, oferecer estratégias realistas para aplicar limites, mesmo nos dias em que a energia está no limite.
“Mas assim ele vai mandar em mim!”: entendendo o medo da perda de autoridade
Antes de tudo, é importante reconhecer: esse medo é comum. De fato, ele é talvez o maior mito associado à Educação Positiva.
Para esclarecê-lo, precisamos definir permissividade. Em geral, ser permissivo significa ter poucos limites claros, ceder constantemente e evitar conflitos a qualquer custo. Além disso, costuma envolver dificuldade em dizer “não” e em sustentar decisões.
Entretanto, essa postura raramente nasce de uma escolha consciente. Na maioria das vezes, ela surge da exaustão parental, da insegurança ou da tentativa de compensar ausências emocionais.
Como consequência, o resultado aparece a médio e longo prazo. Infelizmente, crianças criadas sem limites consistentes tendem a se sentir inseguras. Além disso, apresentam mais dificuldade para lidar com frustrações, autocontrole e relações sociais.
Por outro lado, a Educação Positiva tem outro foco. Ou seja, ela busca capacitar a criança. Assim, ensina responsabilidade, respeito mútuo, resolução de problemas e autodisciplina. Dessa forma, promove autonomia saudável.
A confusão acontece porque a Educação Positiva rejeita gritos, punições e ameaças. Contudo, rejeitar punição não significa ausência de consequências. Muito pelo contrário.
Nem autoritarismo, nem permissividade: o caminho do meio
Para compreender melhor, vale comparar os estilos parentais clássicos.
Estilo autoritário
Nesse modelo, há alta firmeza e baixa gentileza. Ou seja, regras são impostas sem explicação. Consequentemente, o controle acontece pelo medo.
Estilo permissivo
Aqui ocorre o oposto. Nesse caso, há baixa firmeza e alta indulgência. Assim, regras mudam constantemente e o adulto cede para evitar conflitos.
Educação Positiva (estilo autoritativo)
Por fim, a Educação Positiva busca equilíbrio. Portanto, combina firmeza com gentileza. Além disso, mantém limites claros, diálogo aberto e validação emocional.
Podemos imaginar esse equilíbrio como uma corda de guitarra. Se estiver muito esticada, arrebenta. Se estiver frouxa demais, não produz som. Assim, a Educação Positiva procura a tensão certa.
O que significa ser firme sem ser autoritário?
Muitas pessoas associam firmeza à dureza. Entretanto, na Disciplina Positiva, firmeza significa clareza com respeito.
Ser firme envolve:
-
Antes de tudo, respeitar seus próprios limites
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Além disso, reconhecer as necessidades da situação
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Ao mesmo tempo, comunicar regras de forma clara
-
Consequentemente, agir quando necessário
-
Por fim, focar no comportamento, não na criança
Em resumo, firmeza positiva é agir com convicção sem ferir a dignidade.
O papel da gentileza (e por que ela não é permissividade)
Gentileza, nesse contexto, vai muito além de “ser bonzinho”. Na prática, significa respeitar a criança como pessoa em desenvolvimento.
Isso inclui:
-
Primeiramente, validar sentimentos
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Além disso, usar tom de voz calmo
-
Da mesma forma, oferecer presença e conexão
-
Sobretudo, manter a dignidade da criança
-
Por fim, acreditar na capacidade dela aprender
Portanto, gentileza não é ceder. Na verdade, é sustentar limites com empatia.
“Estou exausto!”: estratégias reais para pais cansados
Agora vem a pergunta mais importante: como fazer tudo isso cansado?
Antes de tudo, reconheça a exaustão. Sem isso, nada funciona. Em seguida, foque no essencial.
Estratégias práticas:
-
Primeiramente, escolha poucas batalhas
-
Depois, simplifique a comunicação
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Além disso, invista em rotinas previsíveis
-
Sempre que possível, use o “não” com alternativas
-
Por fim, ajuste expectativas nos dias difíceis
Assim, você preserva energia e mantém limites.
Exemplos práticos no meio do caos
Mesmo cansado, é possível aplicar firmeza e gentileza.
Exemplo – arrumar brinquedos:
“Eu sei que você queria continuar brincando. Porém, agora precisamos guardar. Você prefere começar pelos carrinhos ou pelos legos?”
Exemplo – doces antes do jantar:
“Eu entendo sua vontade. No entanto, os doces ficam para depois. Enquanto isso, você pode me ajudar a pôr a mesa.”
Exemplo – sair do parque:
“Eu sei que é difícil ir embora. Mesmo assim, já passou da hora. Você prefere ir andando ou no colo?”
Então, afinal, o que é Educação Positiva?
Em suma, Educação Positiva não é permissividade. Pelo contrário, é uma abordagem exigente, consciente e profundamente humana.
Embora seja desafiador aplicá-la em meio ao cansaço, os benefícios são claros: crianças mais seguras, responsáveis e emocionalmente saudáveis.
Portanto, foque na direção, não na perfeição. A cada tentativa, você constrói uma base mais sólida para seu filho e para sua família.
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