É comum ouvir comentários como:
“Ele só quer a mãe”,
“Ela não desgruda”,
“Isso não é normal”. Esses comentários geralmente aparecem quando se observa uma criança muito apegada à mãe.
Quando uma criança muito apegada à mãe chama atenção, muitos adultos passam a questionar se há algo errado. No entanto, antes de qualquer julgamento, é fundamental compreender que o apego é uma necessidade emocional básica, não um defeito.
Ao longo deste artigo, você vai entender por que algumas crianças se apegam mais, quando esse comportamento é saudável, quando merece atenção e, principalmente, como agir sem culpa, sem pressão e sem romper o vínculo.
O que significa uma criança ser muito apegada à mãe?
Antes de tudo, é importante diferenciar apego de dependência. O apego infantil é um vínculo emocional profundo que garante segurança, proteção e base emocional para o desenvolvimento da criança.
Segundo a teoria do apego, a figura cuidadora principal — muitas vezes a mãe — representa o porto seguro. Por isso, é natural que a criança busque proximidade, especialmente em momentos de medo, cansaço ou insegurança.
Assim, o apego não é sinal de fraqueza. Pelo contrário, é sinal de que a criança confia.
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Por que algumas crianças se apegam mais do que outras?
Cada criança nasce com um temperamento único. Além disso, experiências, rotina, ambiente familiar e momentos de transição influenciam diretamente o comportamento.
Entre os fatores mais comuns estão:
- fases do desenvolvimento emocional
- mudanças na rotina (escola, nascimento de irmãos, separações)
- sensibilidade emocional maior
- necessidade de previsibilidade
- experiências de medo ou insegurança
Portanto, o apego excessivo à mãe nem sempre indica problema. Muitas vezes, indica apenas uma fase.

Apego saudável x apego que precisa de atenção – apego excessivo à mãe
Embora o apego seja natural, é importante observar o impacto funcional no dia a dia.
Apego saudável – criança muito apegada à mãe
- a criança busca a mãe para se regular
- consegue explorar o ambiente com segurança
- aceita outras figuras de cuidado gradualmente
- demonstra curiosidade e iniciativa
Quando merece atenção
- choro intenso e prolongado em separações
- medo extremo de ficar com outras pessoas
- dificuldade persistente de socialização
- sofrimento intenso que não diminui com o tempo
Ainda assim, atenção não significa diagnóstico, mas observação consciente.
O papel da regulação emocional no apego
Crianças muito apegadas, muitas vezes, ainda estão aprendendo a regular emoções intensas. A proximidade da mãe funciona como um “emprestador emocional”.
Por isso, ao invés de forçar separações, o mais eficaz é ensinar autorregulação com presença.
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Quando a criança aprende a nomear emoções e confiar que será acolhida, o apego tende a se organizar naturalmente.
O erro comum: afastar para “acostumar”
Muitos adultos acreditam que afastar a criança da mãe vai torná-la mais independente. No entanto, isso costuma gerar o efeito oposto.
Quando a separação acontece sem segurança emocional, a criança:
- intensifica o apego
- aumenta a ansiedade
- passa a resistir ainda mais
Ou seja, independência não nasce da ruptura, mas da confiança.
Como ajudar a criança a se sentir segura (sem culpa)
Algumas atitudes simples fazem grande diferença:
- avisar antes das separações
- criar rituais de despedida
- validar sentimentos sem dramatizar
- permitir aproximação gradual com outras figuras
- manter previsibilidade na rotina
Dessa forma, a criança aprende que a mãe vai e volta, e que o mundo pode ser explorado com segurança.
Quando o apego vem acompanhado de explosões emocionais
Em algumas famílias, o apego apego excessivo à mãe, aparece junto com birras, crises emocionais ou dificuldade de separação. Nesses casos, a criança pode estar comunicando algo mais profundo.
O material “A Linguagem Secreta da Raiva Infantil” ajuda a compreender o que está por trás dessas reações e como responder sem punições nem gritos:
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Com compreensão adequada, o comportamento tende a se reorganizar.
Apego e sensorial: uma relação possível
Algumas crianças se apegam intensamente porque o mundo externo é percebido como excessivamente estimulante. Sons, cheiros e movimentos podem gerar sobrecarga sensorial.
Nesses casos, a mãe representa estabilidade.
O guia Harmonia Sensorial ajuda famílias a entenderem esse processo e a criarem ambientes mais reguladores:
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O tempo é um aliado (não um inimigo)
É fundamental lembrar que o desenvolvimento emocional não é linear. Existem avanços, pausas e até regressões.
Portanto, respeitar o ritmo da criança não atrasa o crescimento. Pelo contrário, fortalece a autonomia futura.
O vínculo como base para a autonomia emocional
Além de compreender o apego infantil, é importante refletir sobre como o vínculo influencia a construção da autonomia ao longo do tempo. Por isso, quando a criança se sente emocionalmente segura, ela passa a explorar o mundo com mais confiança. Da mesma forma, ao perceber que suas necessidades emocionais são acolhidas, o medo diminui gradualmente. Consequentemente, o apego intenso tende a se transformar em autonomia saudável.
Além disso, é essencial lembrar que cada criança possui um ritmo próprio de desenvolvimento. Enquanto algumas demonstram independência mais cedo, outras, por outro lado, precisam de mais tempo para se sentir seguras em ambientes novos. Ainda assim, respeitar esse ritmo não significa estimular dependência, mas fortalecer a base emocional necessária para que a separação aconteça de forma natural.
Portanto, ao invés de apressar processos, vale investir em presença, previsibilidade e escuta ativa. Dessa maneira, a criança aprende, pouco a pouco, que pode confiar nos adultos e também em si mesma. Por fim, quando o vínculo é sólido, a autonomia surge como consequência, e não como imposição.
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Perguntas Frequentes (FAQ)
É normal a criança ser muito apegada à mãe?
Sim. Em muitas fases, isso é esperado e saudável.
Apego excessivo atrapalha a autonomia?
Não. Apego seguro é base para independência.
Devo forçar a separação?
Não. A separação deve ser gradual e segura.
Quando procurar ajuda profissional?
Quando o sofrimento é intenso, persistente e interfere na vida da criança.
O apego diminui com o tempo?
Sim, quando há segurança emocional.
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