Quem convive com crianças pequenas, certamente, já presenciou uma cena que parece universal: choro intenso, gritos, corpo jogado no chão e um adulto tentando, sem sucesso, “resolver” a situação rapidamente. As birras infantis fazem parte da infância e, embora sejam desafiadoras, não surgem por acaso.
Ainda assim, muitos pais se sentem perdidos, envergonhados ou até culpados diante desses episódios. No entanto, compreender por que as birras acontecem e aprender como lidar com elas de forma consciente pode transformar completamente a relação familiar.
Ao longo deste artigo, você vai entender as birras sob a ótica da Disciplina Positiva, uma abordagem que prioriza conexão, respeito e desenvolvimento emocional, além de descobrir estratégias práticas para atravessar esses momentos com mais segurança e menos desgaste.
Antes de tudo: empatia muda tudo
Ao presenciar uma birra em público, é comum que olhares de reprovação surjam rapidamente. No entanto, direcionar julgamentos à criança ou à família apenas aumenta o estresse da situação. Portanto, o primeiro passo é a empatia.
Birras não são falta de educação nem manipulação. Elas são sinais de que algo dentro da criança ainda não consegue ser organizado de outra forma. Assim, acolher — mesmo silenciosamente — já contribui para um ambiente mais humano.
Por que as crianças fazem birra?
Para lidar com as birras de forma respeitosa, é essencial entender sua origem. O cérebro infantil ainda está em desenvolvimento, especialmente as áreas responsáveis pelo autocontrole, pela linguagem emocional e pela tomada de decisões.
Por esse motivo, quando emoções intensas surgem, a criança ainda não sabe expressar o que sente com palavras. Dessa forma, o corpo assume o papel de comunicação.
Entre as causas mais comuns das birras, destacam-se:
- Frustração, quando algo não acontece como esperado
- Cansaço, que reduz a tolerância emocional
- Fome, que afeta diretamente o comportamento
- Necessidade de atenção, mesmo que negativa
- Dificuldade de lidar com emoções intensas, como raiva ou tristeza
- Busca por autonomia, típica do desenvolvimento infantil
Portanto, a birra não é o problema em si, mas um sinal de uma necessidade não atendida.
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O que a Disciplina Positiva ensina sobre as birras
A Disciplina Positiva propõe uma mudança profunda de olhar. Em vez de punir ou tentar silenciar a criança, essa abordagem convida o adulto a compreender o que está por trás do comportamento.
Assim, as birras passam a ser vistas como oportunidades de aprendizado emocional, tanto para a criança quanto para os pais.
Princípios fundamentais da Disciplina Positiva
- Conexão antes da correção
- Validação dos sentimentos, sem validar o comportamento
- Firmeza com gentileza, mantendo limites claros
- Foco na solução, não apenas no problema
- Encorajamento, em vez de punição
Nesse sentido, educar não é controlar, mas ensinar habilidades para a vida.

Estratégias práticas para lidar com birras infantis
Embora a teoria seja importante, o que realmente ajuda no dia a dia são estratégias aplicáveis à realidade das famílias.
1. Mantenha a calma (mesmo quando parece impossível)
Antes de qualquer intervenção, respire. A criança empresta o sistema nervoso do adulto. Portanto, quanto mais regulado você estiver, maiores são as chances de a criança se acalmar também.
2. Conecte-se emocionalmente
Aproxime-se, abaixe-se à altura da criança, olhe nos olhos e demonstre presença. Frases simples como “eu estou aqui” fazem diferença.
3. Valide os sentimentos
Dizer “eu entendo que você está bravo” não significa concordar com o comportamento. Significa reconhecer a emoção, o que ajuda a criança a se organizar internamente.
4. Ofereça escolhas limitadas
Quando possível, apresente duas opções aceitáveis. Isso devolve à criança uma sensação de controle saudável.
5. Redirecione com respeito
Nem sempre é possível atender ao pedido, mas sempre é possível oferecer alternativas. Assim, o foco sai do conflito e vai para a solução.
O papel da regulação emocional nas birras
Muitas birras acontecem porque a criança ainda não sabe regular emoções intensas. Por isso, ensinar a nomear sentimentos, respirar fundo ou buscar um espaço de calma é essencial.
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Quando esse aprendizado acontece de forma consistente, as birras tendem a diminuir naturalmente.
Quando as birras se tornam mais intensas
Em algumas famílias, as birras vêm acompanhadas de explosões muito intensas, dificuldades sensoriais ou reações desproporcionais. Nesses casos, o comportamento pode estar ligado a desafios de processamento emocional ou sensorial.
Para esses contextos, o material “A Linguagem Secreta da Raiva Infantil” ajuda pais a compreenderem o que está por trás das explosões emocionais e como responder com mais consciência:
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Esse tipo de compreensão evita rótulos e promove intervenções mais eficazes.
Prevenir birras também é educar
Além de lidar com as birras quando surgem, é possível preveni-las com ações simples, como:
- manter rotina de sono e alimentação
- antecipar transições
- avisar antes de mudanças
- reduzir estímulos excessivos
- fortalecer o vínculo diariamente
Quando a criança se sente segura e previsível, o comportamento tende a se organizar.
👉 Conteúdo complementar:
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Birras não definem seu filho (nem você) A constância no dia a dia faz toda a diferença
Além de compreender as birras infantis e aplicar estratégias pontuais, é fundamental observar como as pequenas atitudes diárias impactam o comportamento da criança ao longo do tempo. Por isso, manter uma postura previsível, assim como comunicar-se de forma clara, ajuda a reduzir conflitos desnecessários. Da mesma forma, quando o adulto age com coerência entre o que diz e o que faz, a criança sente mais segurança emocional. Consequentemente, essa segurança favorece a cooperação e diminui a intensidade das birras.
Além disso, vale lembrar que nenhuma estratégia funciona de forma imediata ou isolada. Ou seja, é a repetição respeitosa que constrói aprendizado emocional. Enquanto isso, a criança observa, testa limites e aprende, pouco a pouco, a lidar melhor com frustrações. Ainda assim, em alguns dias, as birras podem reaparecer com força total. Nesses momentos, é importante lembrar que retrocessos fazem parte do desenvolvimento infantil e não anulam os avanços já conquistados.
Portanto, ao invés de buscar soluções rápidas, o mais eficaz é investir em presença, vínculo e escuta ativa. Dessa maneira, os episódios de birra deixam de ser vistos como falhas e passam a ser compreendidos como sinais de crescimento emocional. Por fim, quando os pais ajustam expectativas e mantêm a calma, a criança sente-se mais capaz de aprender, regular-se e se desenvolver de forma saudável.
É importante lembrar que birras não definem caráter, nem indicam falha parental. Elas fazem parte do processo de amadurecimento emocional.
Com paciência, consistência e apoio adequado, a criança aprende — aos poucos — a lidar melhor com frustrações, emoções e limites.
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Perguntas Frequentes sobre Birras Infantis (FAQ)
Birras são normais na infância?
Sim. Elas fazem parte do desenvolvimento emocional infantil.
Ignorar a birra funciona?
Ignorar a criança não ensina regulação emocional. Conexão é mais eficaz.
Disciplina Positiva é ser permissivo?
Não. Ela une firmeza e gentileza, com limites claros.
Birras indicam falta de limites?
Na maioria das vezes, indicam dificuldade emocional, não ausência de limites.
Quando procurar ajuda profissional?
Quando as birras causam prejuízo significativo e persistente no dia a dia.




11 Responses
[…] Pense em validar como sujar as mãos de tinta com seu filho: você não apaga a tinta; ensina a limpar juntos. Validação não é ceder à birra; é mostrar empatia, aceitar o sentimento e guiar em seguida. Se o objetivo é “Como validar sentimentos das crianças, comece por ouvir mais que explicar.” Para estratégias específicas de como lidar com birras mantendo respeito, veja dicas sobre lidar com birras segundo a disciplina positiva. […]
[…] A disciplina positiva é menos sobre castigos e mais sobre criar um ambiente onde a criança se sente vista, segura e capaz. Reagir com calma e propor escolhas ensina regras com respeito — e isso constrói o vínculo. Pense nisso como plantar um jardim: atenção diária, poda suave e muito carinho geram raízes fortes. Leia dicas práticas sobre disciplina positiva aplicada às birras. […]
[…] A comunicação empática combina escuta ativa e limites claros. Você pode dizer entendo que quer brincar mais, mas agora é hora do banho com firmeza e carinho. Essa mistura de validação e estrutura reduz birras porque a criança se sente vista e orientada, não atacada. Se quiser aprofundar estratégias para lidar com birras de forma respeitosa, temos um guia sobre como lidar com birras segundo a disciplina positiva. […]
[…] Mude pequenas rotinas aos poucos. Escolha uma regra por semana e repita frases curtas. Modele comportamento, celebre tentativas e corrija com calma — com o tempo você verá menos birras e mais colaboração. Se quiser aprender formas práticas de aplicar disciplina positiva no dia a dia, veja também como lidar com birras segundo a disciplina positiva. […]
[…] Vejo que você está muito bravo agora. Fica aqui comigo um minuto e respiramos juntos? Não dá para jogar isso no chão, está quebrando. Você pode apertar este travesseiro ou me ajudar a colocar o brinquedo no lugar quando sentir que passou a raiva. Esta fala valida, dá alternativa e, simultaneamente, mantém o limite com carinho. Para mais estratégias sobre birras e respostas empáticas, há sugestões em como lidar com birras com empatia e em aprenda a lidar com as birras. […]
[…] Reduzir tempo de tela e aumentar brincadeira livre tende Desse modo,a melhorar a atenção — leva tempo; tenha paciência e ofereça alternativas que ocupem o corpo e a imaginação. Para recomendações oficiais sobre mídias e primeiros anos, veja as Diretrizes sobre mídias e primeiros anos. Para sugestões práticas, veja conteúdos sobre disciplina positiva e manejo de telas em família em Aprenda a lidar com birras. […]
[…] A rotina para crianças pequenas deve ser previsível: estabeleça horários regulares para sono e refeições e envolva as crianças em pequenas decisões para promover autonomia. A rota reduce ansiedade; implemente transições suaves entre atividades — técnicas práticas podem ser encontradas em textos sobre conexão diária com os filhos e em artigos sobre como lidar com birras. […]
[…] intervenha firmemente para garantir segurança. Para estratégias específicas, veja guias sobre lidar com birras de forma eficaz e práticas de gestão de birras e crises emocionais. Há também orientações diretas em como […]
[…] ferramentas práticas e estratégias empáticas para birras, veja como lidar com birras segundo a disciplina positiva, birras infantis e empatia, e orientações da AAP em Como lidar com birras na […]
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